segunda-feira, 3 de junho de 2013


Em caso de dor, ponha gelo 
Mude o corte do cabelo 
Mude como modelo 
Vá ao cinema, dê um sorriso 
Ainda que amarelo 
Esqueça seu cotovelo 
Se amargo for já ter sido 
Troque já este vestido 
Troque o padrão do tecido 
Saia do sério, deixe os critérios 
Siga todos os sentidos 
Faça fazer sentido 
A cada milágrimas sai um milagre 
Em caso de tristeza vire a mesa 
Coma só a sobremesa 
Coma somente a cereja 
Jogue para cima, faça cena 
Cante as rimas de um poema 
Sofra apenas, viva apenas 
Sendo só fissura, ou loucura 
Quem sabe casando cura 
Ninguém sabe o que procura 
Faça uma novena, reze um terço 
Caia fora do contexto, invente seu endereço 
A cada milágrimas sai um milagre 
Mas se apesar de banal 
Chorar for inevitável 
Sinta o gosto do sal 
Sinta o gosto do sal 
Gota a gota, uma a uma 
Duas, três, dez, cem mil lágrimas, sinta o milagre 
A cada milágrimas sai um milagre.




Ai, Zélia. Você é única!
AMO!

quinta-feira, 30 de maio de 2013


E no final de um tratamento espiritual, eu digo:


 "Mas amor como o meu não há,
troco a existência para vê-la feliz.
Acabaria com o mundo, amor, se ela a fizer infeliz. "


quarta-feira, 29 de maio de 2013

E assim se esvai a dor. E o medo já não domina. Os raios já aparecem e o brilho se torna inegável. O destino se faz claro, já não há mais dúvidas. O amor é apenas amor, ainda que pulse. Sonhos e coragem é o que resta, e basta. Como se fosse preciso ter certeza do que se é. Como se preparasse o mundo para sua chegada. Porque o homem não está preparado para ver a lagarta criar asas, por isso a clausura ante a evolução. Pois bela é a borboleta, ainda que, enquanto lagarta, já a seja. Tenho lido muito Caio F., e um um dos trechos que me chamou atenção, pela simplicidade assustadora, diz assim: " Jamais olhava para trás, jamais: o que estava feito, estava feito, estava consumado, estava para sempre imutável, inamoldável, fechado em si mesmo, estanque: o tempo", concluo que ainda sou eu, apesar dos pesares, eu. Há tanto não escrevia nada. Já não lembrava o cheiro da tinta no papel, sob o silencioso som da madrugada. Agora com a casa em ordem, ouço o chamado do mundo. E em homenagem aos meus, retomo o meu ofício: instigar a intriga ao intragável. Quando tudo parece não ter sentido, você percebe que é grande o suficiente para vencer e tão pequeno a ponto de desistir. Então a natureza mostra que não existem outras chances, e que não há consertos. Só novas chances de acerto. E aceita que o erro é a essência da perfeição. Um passo de cada vez, e cada vez mais um passo. E continuo minha caminhada... sempre em busca, ainda não sei de quê. De mim, talvez. E como canta Chico: "Estarei feliz, sendo eternamente o que já fui".


Se hoje você me quisesse, você não teria.
Não dessa forma, da sua forma. Não tão fácil assim.

Se o mundo virasse de cabeça pra baixo hoje e você me procurasse, eu te desafiaria a me dar mais! Sem eu te exigir... Sem cobrar.

Hoje eu quero mais, exigindo menos. 

Eu posso querer, escolher, achar ruim, não concordar, falar do sinto, do que não gosto, do que não quero.
EU POSSO!


Hoje eu queria você inteira - tudo isso, porque eu estou inteira, de novo.
E não aceito metades.






terça-feira, 28 de maio de 2013

Vou escrever agora pra você porque o que preciso te confessar, é esse momento.
Te querer, e te admirar e te perdoar é sempre possível, porque fáceis nunca fomos.
Te amo porque você é o contrário do que eu queria, sendo o oposto do certo, a surpresa.
Te amo porque quando eu estou com você nada mais me falta. É estar ao teu lado e lugar nenhum parecer mais seguro que teus braços.
É a gente conversar e o tempo ser infinito. É olhar pra você e tudo me encantar. É estar ao teu lado e ser a liberdade o que nos mantém unidos.
Será que o amor começa quando a gente se sente livre? Porque é estar com você e nada me polda. Posso te dizer as palavras mais singelas.
Posso te contar a piada mais sem graça. Posso ser quem eu sou que você vai sempre ver em mim um par de asas. Sabe, eu te amo também pelas coisas lindas que vê em mim.
Pela bonita fé que a gente construiu do outro. Pela inspiração mútua que a gente sente.
Meu amor por você é imperecível, porque dura todas as estações de minhas inconstâncias e todos os impulsos que às vezes cometo. Eu te quero comigo porque em você me clamo. E o tanto que te
amo como amiga, é só mais um dos jeitos que te amo.


[Pedro Bial, falando por mim]


segunda-feira, 20 de maio de 2013

"O que sou, onde vou, tudo em vão... Tempo de silêncio e solidão."


sábado, 11 de maio de 2013

Puta merda, não preciso falar mais nada!