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terça-feira, 13 de dezembro de 2011


Eu fiquei mais ou menos uns 30 minutos com a página aberta tentando escrever. Mas tem dias que simplesmente não sai.
Talvez a Martha chegue bem perto do que eu pretendia falar hoje...


“Quantas vezes tentaram adivinhar o que sentíamos, e erraram.
Julgaram nossas ações, e erraram.
Quantas vezes tentaram adivinhar o que sentíamos, e erraram.
Tiveram certeza sobre nossos propósitos, erraram.
O que somos de verdade e o que queremos de fato, só nós sabemos. 
Só nós. Sós.”
(Martha Medeiros)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

"Viver é uma caminhada e tanto, não tem essa colher de chá de selecionar onde descer. É preciso passar por tudo: pelo desânimo, pela desesperança, pela sensação de fracasso e fraqueza, até que a gente consiga chegar a uma praça arborizada onde iniciam outras dezenas de ruas, outras tantas passagens, e a gente segue caminhando, segue caminhando."
(Martha Medeiros)


A gente aprende a guardar o necessário e descartar o que não é. Nunca acreditamos em algumas coisas e confiamos fielmente em outras, mesmo sem motivos pra isso. 
Vi que encarar o medo é necessário, mas a prudência muitas vezes auxilia...
E mais que tudo,  percebi que é impossível viver sem escutar o que nosso coração diz. É preciso escuta-lo mesmo que a gente não siga o que ele fala agora. Porque são as respostas dele que vão explicar o nosso estado de humor e espirito... 
E o tempo, bom, ele é que coloca tudo em seu devido lugar e explica tudo isso que falei aí em cima.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

"Para onde vai tudo o que a gente pensa e reprime,
tudo o que a gente lê e compreende,
tudo o que a gente vê e não toca?
Para onde vão as ideias que a gente consome
e os sentimentos que nos envergonham?
Vida interior.
Nem mil anos bastariam para eu assimilar tudo o que sinto
e acomodar toda essa trupe em mim."
(Martha Medeiros)

Ps: Debbs, primeiro post que 'catei' do seu arquivo! ;)  Thanks! 
O blog dela : Pensando em retalhos

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

“Pactos. Acho que é isso.
Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar.
É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois."

(Martha Medeiros)


quarta-feira, 30 de março de 2011

Saudade.

(...)
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

[Martha Medeiros].

domingo, 26 de dezembro de 2010

Como?

Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sózinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.

Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar ... experimente me amar!


Martha Medeiros